Escolher Direito

Razões e Vocações

Autores

  • Paulo Ferreira da Cunha

DOI:

https://doi.org/10.9732/2025.V130.1.1309

Palavras-chave:

Direito, Escolha, sentido, Vocação

Resumo

A aura que envolve ainda o estudo e as profissões jurídicas, apesar de tantos detratores e de tão grandes acidentes de percurso ao longo da História, e pese a progressiva perda de centralidade social e política dos juristas, em benefício de oficiais de outros ofícios, da Economia à Informática, de algum modo obnubila as razões profundas e os epifenómenos das vocações jurídicas. Ainda assim, mesmo as anedotas e ditos jocosos sobre os juristas, desde logo sobre os certamente mais próximos da sociedade, que são os advogados, embora nem sempre muito simpáticos nem justos, parecem curiosamente encarados com bonomia, contribuindo mais para o mito do que para qualquer falta de interesse ou afastamento de vocações. Por que o Direito acabará por inspirar alguns – aparentemente muitos, a julgar pelos números de quantos frequentam os seus cursos? Não se trata, neste escrito, de falar apenas de orientação vocacional de estudantes. Está em causa muito mais que isso: uma opção de vida.

Biografia do Autor

  • Paulo Ferreira da Cunha

    Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade do Porto (em licença para o exercício da magistratura judicial). Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça de Portugal.

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Publicado

2025-11-24

Como Citar

Escolher Direito: Razões e Vocações. (2025). Revista Brasileira de Estudos Políticos, 130(1). https://doi.org/10.9732/2025.V130.1.1309