O estado da arte

vamos comprar um poeta

Autores

  • Sabrina Maria Fadel Becue

DOI:

https://doi.org/10.9732/2024.V129.1250

Resumo

A cultura foi uma vítima silenciosa da pandemia, em especial, em razão das metáforas de guerra no discurso de combate ao CORONAVÍRUS. Para que a cultura não seja relegada, em tempos de crise, a um papel secundário, a pesquisa resgata o pensamento de Celso Furtado que conecta a cultura e a criatividade à noção de desenvolvimento. A especialização Economia da Cultura ultrapassa a mensuração dos ganhos econômicos do setor e do controle dos investimentos públicos. O novo ramo da economia deve ser aceito se alinhado à matriz constitucional. A Constituição Federal situa a cultura na ordem econômico-social e, ao impor deveres ao Estado de incentivar, fiscalizar e planejar investimentos públicos e de induzir o apoio do setor privado, reforça o papel político dos entes federados nas políticas culturais. A interface das políticas públicas culturais com empresas e indivíduos acentua o perigo de mercantilização da arte e subjugo da cultura às regras de mercado. Os textos de Paulo Leminski e a fábula distópica de Afonso Cruz, em “Vamos Comprar um Poeta”, embasaram a crítica ao utilitarismo do ramo cultural.

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Publicado

2024-12-31

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

O estado da arte: vamos comprar um poeta. (2024). Revista Brasileira de Estudos Políticos, 129. https://doi.org/10.9732/2024.V129.1250