Traduzir Aristóteles no Quattrocento
Leonardo Bruni e seus críticos
DOI:
https://doi.org/10.9732/2025.V130.1.1311Palabras clave:
Leonardo Bruni, Humanismo, Renascimento, TraduçãoResumen
No século XV, durante o auge dos studia humanitatis em Florença, Leonardo Bruni traduz para o latim três obras aristotélicas: a Ética a Nicômaco, em 1417, os Econômicos (obra até então atribuída à Aristóteles), em 1419, e a Política, em 1438, se opondo veementemente ao método das traduções realizadas anteriormente pela escolástica medieval. Buscaremos neste artigo compreender como e porquê o humanista defende a relevância de novas traduções aristotélicas e, sobretudo, quem são os seus principais adversários. Bruni não segue a técnica de tradução palavra por palavra utilizada pela tradição medieval, se opõe às transliterações e a todo e qualquer neologismo que deixe obscura a compreensão do texto. Portanto, nos interessa perceber como o autor inova não apenas na arte da tradução, mas também como ele elabora no Quattrocento uma nova linguagem política que se desenvolve em paralelo com uma nova forma de se interpretar os antigos. Para deixar mais claros os ob- jetivos brunianos, traduzimos 3 cartas (pela primeira vez traduzidas para o português) do humanista em defesa da sua tradução da Política: carta ao Papa Eu- gênio IV (de 1437); carta a Flávio Biondo (de 1438) e o prefácio de Bruni presente na sua tradução aristotélica.
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